luanares mariposeantes

"luar luana de ana ar luz assim nasce luana … luanar" E. Lara

Mês: maio, 2012

sobre dançares e sentires

para a moça que pegou um pé de vento e foi mariposear o mundo

do nosso quintal

de terra batida

de cerca azul

e de girassol

seguimos falando,

dessas máscaras,

essas que a gente se deixa usar,

só porque

e simplesmente

não sabemos quem somos.

lá fora o enxame

de rinocerontes

e a gente aqui

desse ladinho da cerca

observava a poeira

que subia

que descia

que rodopiava

mas a gente falava,

desses bons sentires,

que vem do coração

porque pensar em você

me dá vontade de fazer poesia…

porque a gente insiste

em se esconder

em vez de amar

a vida

sem tempo

nem longe

nem perto

sem razão

mas dando abrigo

a quem chegue

sem tempo

nem longe

nem perto

sem razão

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O Navegante

As ondas se quebram revoltas

deusas do movimento

e carregam até a praia

o marinheiro

em busca da profundeza

seu mar de solidão.

 

Sete mares

E um Destino

tecido pelas mãos

das espumas brancas

da Rainha Janaína.

 

Olhos soturnos e infinitos

pairam no horizonte

Onde flutuam o luar

e a maré.

 

Levando, trazendo

Chegando, partindo

Perguntas, respostas

Fluindo, fluindo

cores velhas

buscando aquele rosa… o meu particular

eu quero uma paleta

de cores velhas

pra pintar a vida.

cor de infância,

cor de brincadeira,

cor encardida de criança.

quero a cor da varinha verde

que ardia na bunda da gente.

quero a cor daqueles tempos

em que a gente fazia arte

de verdade.