luanares mariposeantes

"luar luana de ana ar luz assim nasce luana … luanar" E. Lara

Mês: novembro, 2012

Nota

Para cada pétala que caia

Para cada folha

Que um amor nasça

Para cada amor que morra

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Vou olhar para o céu

Pra tentar me inspirar

Ver se sai algo doce

Bom de se recitar

Algo assim feito mel

Um versinho de luar

Poema de Sol no horizonte

Um conto de estrela no mar

Ode ao navegante

Marinheiro, marinheiro…

Quem me dera poder navegar

Assim no teu mar…

 

Nas noites escuras

Te cobrir com meus cabelos

E te afagar com mil beijos

 

Ter mãos assim para você

Como a brisa suave

Que movimenta as areias do deserto

 

E percorrer cada duna

Descobrir seus oásis…

Velar teu sono até raiar o dia

 

Só pra ouvir seu respirar

Seu mantra sagrado

Uma pura poesia

 

Como a dos grandes mestres

Tão cheia de profundos mistérios…

E silêncios

 

Ai que me dera

Meus olhos nunca cansar

E meus lábios sempre sorrir

 

Embevecidos da insensatez

De querer você

Apenas matéria onírica

 

Vida longa a você que passou

Sorrateiro como o vento de Iansã

Carregando tempestades de emoções

Caminhos

a Juan Pimienta Aho

A doce sinfonia da iniciação não para de soar em sua mente. E traz tanta paz, tanta fé… Pelo caminho se sente apenas uma menina. A febre do desejo do caminho diante dela e eis que se viu em um bosque encantado, protegida de todo mal e tudo que tem a fazer é caminhar.

A Lua Branca no céu a espia por entra as frestas das folhas e seu coração e o dela são um só. Ela sente um contentamento radioso, um frêmito de dançar, cantar, escrever, aprender, ensinar e viver a fluidez de todo o Universo que está dentro e fora dela mesma. A força do Sol e o brilho da Lua…

Então diz ao Estradeiro, “eu quero muito cumprir meu Destino”. Sente finalmente que algo pode florescer, suas sementes estão prontas. Mais que tudo deseja agora invocar o sangue cigano dos antepassados em suas veias. Há algo mais a descobrir sempre e o fim será apenas o começo de si mesma.

O dia finda

meio sem jeito,

como um velhinho brejeiro

daqueles assim romantizados

sentados na varanda

na cadeira de balanço

silenciosos

contemplativos…

 

O dia azulado

que foi alaranjado até rosear

e depois enegreceu.

Tanta nuvem no céu…

Meu Deus quanta nuvem!

 

Todas as texturas

sabores…

Todas as cores

sombras e contornos

um pouco fofas

um pouco ralas

brincando de esconde-esconde

com o Sol.

 

O céu…

esse grande mar

e as nuvens

suas espumas brancas

mornas

pequenos silfos

brincando de nereidas.

Ao Filho dos Ventos

Ah doce amigo do vento…

Sua presença ainda é tao viva

Quando as flores caem lentamente de uma árvore

Ou quando a Lua aparece trsncendente no céu

anunciando uma certeza de liberdade infinita

que essa pobre e limitada mente ainda não é capaz de assumir.

 

Penso tanto se um dia vou reencontrar-te Taliesin…

Cá estou…

um discípulo vago

que espera fervorosamente

que esteja cumprindo a missão que o mestre deixa

e é uma ânsia que não me sai do peito…

 

Ah doce silfo…

As folhas das árvores se embalam em sua melodia

e a mim parece ouvir a própria sinfonia das esferas

E já não é mais que a lembrança

da ternura que há em seus olhos

do perfume dos seus cabelos

e do canto inefável que é meu nome nos lábios teus.

 

Juro que por um instante senhor druida

eu correria os céus e os infernos

apenas pra colar o ouvido em teu abraço

e escutar as batidas do teu tambor…