Querida Alma,

por luacampos

tantas aventuras tem vivido meu espírito… buscando com fervor me recordar de quem realmente sou. Questionamentos de uma ordem que parece tão simples, mas que me pegam por ainda não ter a dimensão necessária para compreender e aceitar a beleza das contradições do mundo material. Será que sou assim tão diferente do que penso que sou? E se sou, por que não conseguir ser, tornar-me a mim mesma?

E assim, às vezes por conta de dúvidas várias, acabo me perdendo de mim que ainda não encontrei e esqueço da luz que somos todos nós. Pequenos pontos de luz a formar um deus Sol, pedacinhos de infinito navegando no Universo Vida.

Vida… energia pura manifesta na natureza, que vem e nos abraça quando a gente pensa que menos espera, mas na verdade estava mesmo era procurando ser acariciado pela beleza dos ventos no alto do morro, mergulhar nas águas profundas a procurar o farol que acende do lado de dentro, sentir a firmeza da terra e a segurança sutil que traz todas as mudanças, e do fogo, afagarmo-nos no calor da amizade.

Do alto da Serra da Bodoquena, a brisa sopra segredos do céu para a grama e faz dançar as flores nas copas das árvores, pequenos pontos de cores na imensidão verde da mata enquanto as rãs cantam soberbas nos brejinhos a sua canção de transfigurar.

Não entendo muitas vezes porque é tão fácil esquecer de abrir as asas e voar pelos céus através dos olhos, ou por que é tão difícil lembrar que muitas vezes tudo que mais preciso é simplesmente respirar.

E que coisa é levar nossos mundos seja para que mundo a gente for.

Crédito: Ananda Rodrigues

Foto: Ananda Rodrigues

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