Ode ao navegante

Marinheiro, marinheiro…

Quem me dera poder navegar

Assim no teu mar…

 

Nas noites escuras

Te cobrir com meus cabelos

E te afagar com mil beijos

 

Ter mãos assim para você

Como a brisa suave

Que movimenta as areias do deserto

 

E percorrer cada duna

Descobrir seus oásis…

Velar teu sono até raiar o dia

 

Só pra ouvir seu respirar

Seu mantra sagrado

Uma pura poesia

 

Como a dos grandes mestres

Tão cheia de profundos mistérios…

E silêncios

 

Ai que me dera

Meus olhos nunca cansar

E meus lábios sempre sorrir

 

Embevecidos da insensatez

De querer você

Apenas matéria onírica

 

Vida longa a você que passou

Sorrateiro como o vento de Iansã

Carregando tempestades de emoções

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